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Coronavírus no Brasil: como ele pode afetar a relação dos brasileiros com o dinheiro em espécie

Publicado em 23 de março de 2020 (atualizado em 23 de março de 2020)
Na imagem: 300 reais em espécie e um celular, alertando sobre a relação dos brasileiros com o dinheiro durante a pandemia do Coronavírus

Em um momento atípico e de alerta como este que vivemos, muitos brasileiros têm repensado a forma como lidam com as relações pessoais e trabalhistas. Os impactos do Coronavírus no Brasil são muitos e, nesse contexto, alguns hábitos precisam ser observados com atenção.

Recentemente, um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), em entrevista a um jornal britânico, indicou que as pessoas deveriam rever um hábito. Segundo ele, é preciso optar por realizar transações por pagamento digital para evitar contato e possível risco de disseminação do Coronavírus.

A fala do representante da organização levantou o alerta sobre o assunto, uma vez que o dinheiro físico troca de mão frequentemente e pode acumular todos os tipos de vírus e bactérias. Por isso, a seguir, entenda como o Coronavírus pode afetar a relação dos brasileiros com o dinheiro em espécie. Continue a leitura!

Estudo de caso: China

Há pouco, a China, país em que o surto de Covid-19 teve início, optou por desinfetar e, em casos extremos, destruir o dinheiro em espécie potencialmente infectado. Essa foi uma das ações propostas para conter a disseminação da doença no país asiático. Para compensar o prejuízo, o governo local divulgou a possibilidade de emitir 4 bilhões de yuans (cerca de 2,47 bilhões de reais).

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o vírus pode sobreviver por algumas horas na superfície das notas. Em função disso, todos os bancos do país adotaram as seguintes práticas:

  • lavaram o dinheiro – literalmente;
  • desinfetaram notas e moedas com luz ultravioleta e altas temperaturas;
  • armazenaram as notas por até 14 dias antes de colocá-las em circulação novamente;
  • deram tratamento especial a notas oriundas de ambientes com alto risco de contaminação, como hospitais.

Ademais, o país adotou a suspensão de transferências físicas entre províncias atingidas. Essa prática amplia a discussão para outro patamar: quais seriam as soluções em situações como essa?

Coronavírus no Brasil: 3 possibilidades de realizar pagamentos sem contato físico

Pensando nesta questão, fizemos um levantamento de outras possibilidades e tendências de pagamento possíveis e disponíveis no mercado. A saber:

Pagamento por QR Code

Já reparou que os comerciais e merchandising na TV pedem para que você aponte a câmera do smartphone para algum canto da tela onde aparece um código? Para quem ainda não conhece a explicação acima, o QR Code é justamente esse código de barras bidimensional. Ele está sendo cada vez mais utilizado e que, em geral, direciona a um site.

No pagamento por QR Code a dinâmica é a mesma: o código permite que o cliente realize pagamentos de forma imediata. Simples, prático e sem envolver dinheiro físico, essa forma de pagamento já está disponível em muitos estabelecimentos comerciais Brasil afora.

Boleto online

Uma das formas de pagamento mais tradicionais (e populares) entre os brasileiros, o boleto bancário ainda encontra espaço em um ambiente vantajoso e competitivo. Sua modalidade online permite a quitação por meio do Internet Banking e aplicativos mobile.

Para os empreendedores, a emissão do boleto online é ágil e de baixo custo de operação. Além disso, ao contar com uma plataforma de pagamentos, o valor é disponibilizado rapidamente e a gestão financeira se torna mais simplificada.

Pagamento com a tecnologia Contactless

A tecnologia Contactless ou pagamento por aproximação é outro item na lista de possibilidades de pagamentos, que podem ser usados durante a pandemia de Coronavírus sem riscos. A tecnologia, que também pode ser encontrada em estabelecimentos brasileiros, proporciona uma espécie de comunicação por campo de proximidade via radiofrequência.

O pagamento é feito pela aproximação de um cartão de crédito ou débito, que possui a tecnologia, a um leitor de pagamento. Assim, a senha não precisa ser digitada. Em alguns casos, a compra pode ser autorizada com a simples digital do usuário em seu próprio smartphone. Fácil, né?

A chegada do Pagamento Instantâneo

Por fim, um último item, que ainda não pode ser incluído na lista anterior, é o Pagamento Instantâneo do BACEN. A tecnologia ainda está em processo de desenvolvimento no país, com previsão de lançamento para o fim do ano. Porém, é interessante destacá-lo, uma vez que está sendo tratado com uma verdadeira revolução no setor.

Em suma, o pagamento instantâneo irá permitir a transferência de valores em tempo real. O pagamento poderá ser feito:

  • entre pessoas físicas;
  • entre empresas;
  • de pessoas físicas para empresas;
  • ou até mesmo para órgãos públicos.

A expectativa do Banco Central do Brasil é que o pagamento funcione 24 horas por dia, 7 dias por semana, de diversas formas. Poderá ser, por exemplo:

  • com a inserção manual de dados (como ocorre hoje no TED);
  • pela inserção de uma chave que representa uma conta transacional;
  • por meio de um QR Code gerado por um PSP participante.

Então, quer conhecer mais sobre o Pagamento Instantâneo e seus impactos no sistema financeiro brasileiro? Veja este outro artigo que preparamos. Até a próxima!

Categoria

Formas de Pagamento

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