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Pix é seguro? Entenda o que é o Pix, de fato, e quais são os seus mecanismos de segurança

Publicado em 09 de novembro de 2020 (atualizado em 09 de novembro de 2020)
Pix é seguro? Entenda o que é o Pix, de fato, e quais são os seus mecanismos de segurança

Dúvidas como “o que é Pix?” ou “o Pix é seguro?” são frequentes quando o assunto é o novo método de pagamento do Banco Central. Afinal, o Pix oferece o diferencial da praticidade e da agilidade nas transações, dois atributos pouco comuns na rotina financeira dos brasileiros até então. Por isso, é natural que novidades como essa despertem algumas inseguranças — especialmente entre os usuários habituados aos meios de pagamento mais tradicionais. 

Mas pode ficar tranquilo! O Banco Central certifica que sim, existem protocolos para garantir que o Pix seja totalmente seguro. Neste artigo, te contamos quais são os mecanismos de segurança do Pix e como eles atuam para proteger as transações instantâneas. Para conhecer, continue a leitura! 

Antes, vamos entender, de uma vez por todas, o que é Pix?

O Pix, novidade no portfólio de pagamentos do Banco Central, é a nova aposta para modernizar o mercado financeiro. A novidade garante que a qualquer hora e dia da semana, mesmo aos sábados, domingos e feriados, seja possível enviar e receber valores instantaneamente.  

Apesar do nome pequenininho, o Pix oferece grandes vantagens, tanto para pessoa física quanto jurídica. É mais rápido, barato, acessível e seguro:

  • Rápido, porque com o Pix será possível transferir dinheiro em segundos.
  • Barato, porque o Pix será gratuito para pessoa física e muito mais econômico para pessoa jurídica.
  • Acessível, porque basta um celular conectado a uma conta digital para enviar e receber valores.
  • E seguro, porque todos os dados pessoais são protegidos pelo sigilo bancário, em conformidade com a Lei Complementar nº 105 e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Inclusive, segurança é um assunto que você verá daqui a pouco.

A dinâmica para enviar e receber um Pix também é muito prática. Você pode transferir dinheiro por meio das chaves de identificação — e-mail, CPF/CNPJ, número do celular ou chave aleatória —, dos QR Codes que podem ser gerados pelo recebedor, de APIs que atendem a grandes volumes de requisições ou da forma tradicional, informando os dados da conta de destino. 

Vale lembrar: as chaves são apelidos para identificar com mais facilidade uma conta e não substituem as camadas de segurança do seu banco. Ou seja, para concluir uma transação, será necessário comprovar, digitalmente, a sua identidade por meio de senhas ou biometrias, por exemplo. 

O Pix é seguro? Conheça os mecanismos de segurança do pagamento instantâneo!

Sim, o Pix é seguro e possui todas as camadas de segurança, assim como  TEDs e DOCs. Ele atuará por meio do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), comandado e operado pelo BC.

Para ficar mais claro, vamos te explicar, um por um, quais são os procedimentos que o Banco Central adota para garantir a segurança nas transações. Inclusive, alguns deles foram desenvolvidos com exclusividade para o pagamento instantâneo. Veja só:

1. Autenticação do pagador

Somente o pagador pode autorizar o pagamento via Pix. Portanto, no momento da transferência, a identidade precisa ser digitalmente comprovada. Isso pode ser feito por meio de senha, token, reconhecimento biométrico ou qualquer outro mecanismo de segurança adotado pela instituição escolhida. Assim, ninguém além de você, conseguirá enviar dinheiro pela sua conta. 

2. Dados criptografados  

A criptografia permite codificar informações para impedir que cibercriminosos consigam interpretar dados confidenciais. No WhatsApp, por exemplo, é usado este recurso. Já reparou que ao iniciar uma nova conversa, aparece um alerta explicando que as mensagens estão sendo criptografadas? Pois é, isso quer dizer que só você e a outra pessoa terão acesso ao que está escrito lá. Para quem tentar interceptar a conversa, aparecerão apenas códigos indecifráveis. 

Nesse sentido, o Banco Central adota essa medida para codificar os dados pessoais e bancários dos usuários para garantir que eles sejam transportados com total segurança na Rede do Sistema Financeiro Nacional.

3. Motores antifraude

Os motores antifraude são operados pelas instituições que disponibilizam o Pix, como a Gerencianet. Com este mecanismo, é possível identificar e bloquear, por até 30 minutos durante o dia ou até 1 hora durante a noite, as transações que fogem do perfil padrão do usuário. Esse processo garante que, em caso de fraude, a transação não seja confirmada. Ótimo, não é mesmo?

4. Marcadores de fraude

O DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais) é o espaço onde são armazenadas as informações dos usuários ou, como já conhecemos, as chaves de identificação. Além de guardar os dados, esse sistema confirma a identidade do recebedor e marca como “fraude” qualquer suspeita ou caso confirmado de golpe. Nessas situações específicas, a ferramenta sinaliza todas as instituições participantes sobre a fraude para que elas consigam identificar as transações e usuários que foram “marcados como fraude”.

5. Transações rastreáveis

As transações do Pix, assim como qualquer meio eletrônico, são totalmente rastreáveis, por se tratarem de operações diretas, de uma conta para outra. Dessa forma, em casos de sequestro ou crimes relacionados, é possível identificar com facilidade o destinatário de uma transferência, ou seja, para quem o dinheiro foi enviado. 

6. Limite máximo para transações

Os bancos e instituições de pagamento que participam do Pix podem determinar limites mínimos e máximos para as transações, a depender do perfil de cada cliente — assim como já é comum em cartão de débito. Com isso, as instituições podem ter mais ciência sobre os valores transacionados para controlarem os riscos de fraudes e se prevenirem de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

Qualquer pessoa pode usar a sua chave Pix?

Não! A chave é usada para identificar uma conta com mais facilidade. Mas, para concluir uma transação, é necessário passar pela criptografia e a autenticação em duas etapas.

Mas, como garantia, o especialista sênior de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, recomenda cadastrar todas as suas chaves, mesmo sem interesse imediato pelo serviço, para que elas não sejam usadas por possíveis fraudadores.

Importante: para fazer um Pix, é necessário ter os mesmos cuidados que você adota ao enviar uma TED ou DOC, por exemplo. Não compartilhe dados pessoais, não clique em links desconhecidos recebidos por e-mail e só faça transações no aplicativo oficial do banco ou instituição em que já possui relacionamento. E, claro, confira todos os dados antes de concluir a transação. 

E em caso de roubo de celular ou chip clonado?

Se o seu receio é em relação a segurança das chaves em casos de roubo de celular ou clonagem de número, fique tranquilo. Como já comentamos, qualquer transação via Pix, assim como os outros meios de pagamento, precisa de autenticação. 

Em outras palavras, para enviar valores instantaneamente, você precisa acessar sua conta no banco. Esse processo requer uma senha para comprovar que, de fato, você é o titular daquela conta. 

Saiba como se proteger de fraudes!

O número de cadastro das chaves está crescendo continuamente. De acordo com o Banco Central, em menos de um mês, foram registradas 57,8 milhões de chaves

Contudo, a Kaspersky (empresa de segurança digital) detectou fraudes utilizando a técnica de phishing. Como o Pix atende a todos os padrões de segurança digital, os criminosos escolhem métodos em que o próprio usuário, por inocência, fornece os dados pessoais. 

Por isso, todo cuidado é pouco! Para saber como se proteger, recomendamos a leitura deste artigo: Golpes no cadastro do Pix para roubar dados; veja como funciona e como se proteger!

Bom, agora que você já sabe que o Pix é seguro e aprendeu como se proteger de fraudes, que tal conhecer o Pix da Gerencianet? Temos ótimas vantagens para pessoas físicas e para modelos de negócio!

Categoria

Pix

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