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8 dicas para te ajudar a definir quanto cobrar pelo serviço

Editor Gerencianet

23/08/2019

Veja 8 dicas para cobrar pelo seu serviço!

Se a crise econômica fez disparar o número de empreendedores no Brasil, certamente eles se depararam com muitas dúvidas. Primeiramente, existe a incerteza na definição sobre o melhor negócio para investir. Depois vem a dúvida sobre o quanto cobrar pelo serviço. Afinal, se a grana tá curta para todo mundo, nada mais apropriado que estipular um valor justo. 

No entanto, o conceito de “justo” varia de acordo com diversos fatores. Mas, de antemão, dá pra adiantar que não existe um valor definitivo para quem é “freela” e trabalha por conta própria. O preço varia de acordo com o projeto, o grau de dificuldade do serviço e a experiência do profissional

Por isso, preparamos 8 dicas incríveis para não errar na hora de cobrar pelo serviço. Então veja!

8 dicas para definir o quanto cobrar pelo serviço

A dificuldade em definir o quanto cobrar por um serviço existe porque, ao precificar nosso trabalho, também estamos julgando-o. Pense bem: ao procurar um serviço simples, não desconfiamos de um preço menor do que o imaginado? E quando o preço está alto demais? Será que aquele serviço não foi supervalorizado?

Assim, ao precificar um trabalho, tenha em mente que o preço não é colocado somente a partir de um esforço. Ele também deve levar em conta um valor agregado.

Então, o que deve ser considerado para criar o seu preço e saber quanto cobrar?

Reconheça o quanto você vale

A experiência de um profissional é um fator fundamental na escolha do preço. O primeiro passo para aprender a precificar um serviço é entender em qual nível o profissional está. Em geral, o mercado trabalha com as seguintes classificações:

  • Junior: até 5 anos de mercado.
  • Pleno: entre 6 e 9 anos de mercado.
  • Sênior: a partir de 10 anos de mercado.
  • Master ou especialista: 15 anos ou mais.

Depois de identificar o nível de experiência, tente encontrar informações sobre o quanto o mercado paga para a sua função.

Pesquise a concorrência

Pesquise a concorrência para saber o quanto cobrar pelo seu serviço

Caso você seja um profissional autônomo e não se enquadre na política de níveis profissionais, tente olhar para a concorrência. Até porque de nada adianta estipular um valor X e os seus concorrentes cobrarem um valor muito abaixo ou o contrário.

Não é só questão de ganhar mais dinheiro. Alguns clientes, ao verem um orçamento com valores muito abaixo ou muito acima dos demais, podem desistir de fechar negócio. 

Por isso, corra atrás. Pergunte aos seus consumidores, a conhecidos, a outros profissionais ou até ao Google. 

A regra é uma só. Se você for menos experiente deve cobrar um pouco menos. Já quem está há vários anos no mercado, poderá cobrar um pouco mais. 

Vale também ficar de olho nas tendências do mercado. Se o mercado em questão está em alta, o preço a cobrar pode ser um pouco maior. Mas, caso esteja em queda, o preço terá de ser automaticamente mais reduzido. É a lei da oferta e da procura.

Estabeleça uma meta

Outra dica importante para estabelecer quanto cobrar por um serviço é saber o quanto você precisa. Se essa será a única fonte de renda, faça as contas do valor necessário para viver. 

Por isso, estipule o seu “salário”. Considere a carga tributária que irá recolher e jogue cerca de 30% a mais no valor determinado. Esse será o valor mensal que você terá como base nos próximos cálculos.

Por exemplo: se você supõe um salário mensal de R$ 2500,00, considere o acréscimo de 30%. Dessa forma, o total será de R$ 3250,00.

Descubra os custos principais

O primeiro passo para descobrir o preço de venda é saber quanto custa fornecer o serviço. Isso porque muitas vezes é necessário comprar materiais e insumos de terceiros. Por essa razão, é importante fazer uma boa gestão de compras.

Depois de descobrir o preço de custo chegou a hora de estipular o preço de venda do seu produto ou serviço.

Neste momento, não esqueça. Um único centavo pode parecer pouco quando pensamos em um único produto. No entanto, se pensarmos em um grande número de unidades vendidas, esse R$ 0,01 pode se transformar num valor considerável.

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Identifique as despesas

Um erro comum aos autônomos e empreendedores na hora de cobrar é não considerar os custos envolvidos. Para cada projeto ou demanda, é preciso colocar na ponta do lápis o que é gasto. Entra na lista itens como:

  • Contas de água, luz e telefone.
  • Internet Wi-Fi.
  • Material de escritório.
  • Aluguel de espaço, se for o caso.
  • Impostos como IPTU ou contribuição do MEI.
  • Transporte para reuniões ou deslocamento caso o serviço seja a domicílio, etc. 

É claro que não é preciso embutir a soma de tudo isso num único cliente ou projeto. Por isso, tenha noção de que esse é um custo que se tem como empresa.  

Calcule o valor da hora trabalhada

Calcule o valor da hora trabalhada

Para o profissional recém saído do mercado de trabalho formal, uma dica é olhar para o salário que recebia. Não deixe de contabilizar também o valor dos benefícios, como plano saúde e vale-alimentação. 

Feito isso, divida o valor total, que normalmente é quase o dobro do salário, pelo número de horas mensais trabalhadas. Assim, você terá o primeiro indício de quanto deve cobrar por hora

Por exemplo: se calcula um salário de R$ 3.500, incluindo os benefícios, divida R$ 3.500 por 160 horas. Esse é o número equivalente a 40 horas semanais. Dessa forma, chegaremos ao valor de R$ 21,87 por hora

Sob o mesmo ponto de vista, faça uma estimativa de horas que serão gastas para completar um serviço. Por exemplo: se você precisa de 6 horas para prestar um determinado serviço, multiplique 6 pela hora trabalhada. Nesse exemplo, o orçamento deveria ser de R$ 131,25.

Mas, por que deveria? É preciso levar em conta também os outros custos envolvidos, conforme descrito no tópico anterior.

Some o valor dos custos extras e divida pelo número de horas que você pretende trabalhar durante todo o mês. Acrescente o resultado ao valor da sua hora trabalhada e essa será a quantia a ser cobrada pelas suas horas trabalhadas.

Fica assim:

  • Valor da hora trabalhada: R$ 21,87
  • Custos fixos mensais: R$ 1000,00
  • Custos fixos / 200h = R$6,25
  • Total do valor da hora trabalhada: R$ 21,87 + R$ 6,25 = R$ 28,12.

Ou seja, o orçamento final para ser apresentado ao cliente deverá ser de R$ 168,72. O valor é, portanto, referente a 6 horas de trabalho.

Acrescente uma margem de lucro

É possível acrescentar ao orçamento uma margem de lucro, termo que todo empreendedor precisa conhecer. Esse é o retorno que a empresa terá ao vender um produto ou serviço. O lucro é o dinheiro que financia o crescimento de um negócio.

Em resumo, o lucro é a diferença entre o faturamento obtido com as vendas de um produto ou serviço e os custos de execução do trabalho. A fórmula para calculá-lo é: lucro bruto = receitas totais – custos

A margem de lucro bruto é um valor percentual obtido da relação entre o lucro bruto e a receita total. A fórmula é: margem de lucro = lucro bruto / receitas totais.

Um exemplo:

  • A empresa X teve receita de R$ 10.000 no último mês.
  • No entanto, desembolsou R$ 2.500 com todos os custos de produção e manutenção.

A conta fica assim:

  • Lucro bruto = 10.000 – 2.500 = 7.500
  • Margem de lucro = 7.500 / 10.000 = 0,75 = 75%.

Manual Financeiro Para Empreendedores

Tenha flexibilidade no seu orçamento

Por fim, tenha em mente que cada projeto e cada cliente tem suas particularidades. É sempre bom ter um valor médio para cada serviço, mas, ao ser questionado pelo cliente, que tal conversar? 

Dessa forma, entenda mais sobre o projeto e as expectativas que o cliente tem para o seu trabalho. Essa é a melhor maneira de fazer um orçamento justo para você e para a empresa que pretende contratá-lo. Dá até para pensar em fazer um desconto.

Além disso, uma boa conversa pode ajudar a evitar demandas que se tornam mais complexas ao longo do tempo. Elas podem comprometer seu tempo em um orçamento de baixo valor. 

Cuidados após definir o quanto cobrar pelo serviço

Ao chegar aqui, você deve ter percebido que não existe fórmula mágica. É preciso entender o mercado em que atua, o serviço que presta e, principalmente, as dificuldades de seus potenciais clientes. 

Portanto, apesar de investir um bom tempo fazendo as contas a cada orçamento que enviar, esse investimento valerá a pena. Confiante do quanto cobrar pelo serviço você poderá negociar valores ou, até mesmo, negar propostas descabidas.

Uma dica final é não cair na tentação de aceitar valores muito baixos só pela ansiedade em ganhar dinheiro. No fim, você poderá se ver na obrigação de atender um monte de clientes que não pagam o suficiente para você cobrir seus gastos e ter um pequeno lucro.

Foque em prospecção, num bom marketing (inclusive considere uma estratégia de marketing digital) e capriche nas propostas. Com o tempo, você vai encontrar clientes dispostos a pagar o valor que seu trabalho merece!

Nesse sentido, conte com parceiros para tornar seu negócio mais competitivo. Depois de estipular o quanto vai cobrar por um serviço, que tal facilitar as opções para receber pagamentos? Existem empresas, como os intermediadores de pagamento, que dispõem de recursos para facilitar a vida de empreendedores e que podem ajudar a reduzir custos.

Aproveite também para aprender como gerar boleto sendo MEI!

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