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Open Banking: entenda como ele funcionará na prática

Publicado em 14 de janeiro de 2020 (atualizado em 10 de junho de 2020)

Ainda em fase de implementação no Brasil, o Open Banking é um conceito que parte da premissa de que os dados que os bancos têm sobre os clientes pertencem ao consumidor. Ele pode, portanto, compartilhá-los se quiser. Nesse sentido, o Open Banking promete ser uma das maiores transformações no mercado financeiro dos últimos tempos.

Com o Open Banking em prática, as instituições financeiras poderão compartilhar informações com outras empresas de serviços financeiros, com a autorização do cliente. A ideia é que, além de competir, essas empresas possam cooperar para oferecer melhores produtos e serviços.

Conheça mais sobre essa novidade que promete pautar a imprensa nos próximos meses e mexer com a rotina do consumidor. Continue a leitura!

O que é o Open Banking?

Na tradução literal do inglês, “open banking” significa “sistema financeiro aberto”. Ele tem o intuito de proporcionar mais liberdade para o consumidor inserir e visualizar suas informações financeiras onde quiser. 

Em outras palavras, o Open Banking é um conjunto de regras para organizar o compartilhamento de dados e serviços do sistema financeiro. Portanto, por meio dele, é possível fazer uma melhor integração das informações. 

Como ele funciona na prática?

Vamos a um exemplo prático: imagine que você utilize quatro produtos ou serviços financeiros:

  • uma conta corrente em um banco tradicional;
  • um cartão pré-pago na modalidade crédito, como o oferecido pela Gerencianet;
  • investimentos em uma corretora de valores;
  • e um empréstimo em uma instituição financeira especializada neste tipo de serviço. 

Por meio do Open Banking, você poderá visualizar em um único espaço toda a sua vida financeira. Esse espaço pode ser um aplicativo para smartphone, por exemplo. Para isso, é necessário que seu banco, a emissora do seu cartão, a corretora e a empresa que realizou seu empréstimo troquem informações a respeito de seus dados e suas transações.

Por meio do aplicativo, o consumidor não precisará digitar as senhas dos bancos, uma vez que o Open Banking possui uma interface de programação chamada API (sigla em inglês). A API permite o compartilhamento de informações de forma automática e segura.

Diversos sites também usam as APIs para, por exemplo, agilizar cadastros. Sabe quando você faz uma compra no site e, para se cadastrar, fornece login e senha do seu Facebook? Isso só acontece porque a rede social está conectada à loja online graças a uma API. 

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Quais as vantagens do Open Banking?

Um homem branco de terno usando o celular e o computador com um café ao lado

O Banco Central do Brasil (Bacen), que é o responsável pela implementação do Open Banking, promete uma verdadeira revolução. Isso porque ele irá favorecer o surgimento de modelos de negócios que facilitem a comparação entre produtos e serviços, dando mais competitividade e eficiência às operações. Veja abaixo outras vantagens.

Total liberdade e flexibilidade

A base do Open Banking é o compartilhamento das informações autorizadas. Por isso, se uma pessoa não quiser compartilhar seus dados, é só solicitar diretamente às instituições financeiras das quais é cliente.

Esse sistema também pretende facilitar a vida dos clientes que desejam adquirir um novo produto financeiro ou migrar de instituição. Afinal, a mudança de banco geralmente é um processo extremamente burocrático. 

Personalização de produtos e serviços

Uma vez autorizados, os dados colhidos pelas empresas podem servir para que elas ofereçam produtos mais aderentes ao perfil de cada cliente. Assim, elas podem proporcionar aos consumidores um atendimento mais personalizado, como um limite de crédito ou um pacote de investimentos adequado a um perfil conservador, moderado ou agressivo.

Conhecendo você melhor, as fintechs parceiras podem oferecer produtos e serviços mais adequados para a sua realidade. Já para os bancos e instituições financeiras, a vantagem de liberar os dados está na possibilidade de disponibilizar facilidades para que você não vá para a concorrência.

Facilidade nas transações

Por meio do Open Banking, os clientes podem visualizar o extrato consolidado de todas as suas movimentações em um único local. Também será possível realizar transferências e pagamentos sem a necessidade de acessar vários sites ou aplicativos diferentes.

Como e quando ele será implementado no Brasil?

Imagem de três pessoas negras, dois homens e uma mulher

Apesar de ainda não ser regulado pelo Banco Central, na prática, o Open Banking já funciona em algumas instituições. Alguns bancos já compartilham os dados dos clientes com fintechs parceiras, desde que com a autorização dos usuários. 

Porém, assim como toda novidade que surge, é importante que o sistema seja regulamentado pela lei brasileira para que traga segurança jurídica aos envolvidos. Afinal, essas instituições trabalham com dados sensíveis e extremamente pessoais.

Por isso, o modelo brasileiro ainda está sendo debatido e deve ser colocado em prática a partir do segundo semestre deste ano, segundo o Bacen. 

A implementação do Open Banking acontecerá em quatro fases. A primeira delas começou a ser testada e será realizada até o mês de novembro de 2020. As demais fases estão previstas para o ano de 2021. Confira o que consistirá cada etapa: 
  • Fase 1: Abrange o compartilhamento de dados de produtos e serviços e operações de crédito. 
  • Fase 2: Abertura de dados cadastrais e operações financeiras dos clientes, iniciada na fase anterior. 
  • Fase 3: Implantação de serviços financeiros fora do sistema das instituições e encaminhamento de operação de crédito. 
  • Fase 4: A última fase envolve demais produtos e serviços, como investimentos, operações de câmbio, seguros. Nesta etapa, haverá o compartilhamento de dados entre instituições financeiras. Com isso, abre-se um leque de possibilidades para o consumidor.
Enquanto o Open Banking não é implementado de vez, veja como funciona uma instituição de pagamento. Assim como o Open Banking, essas organizações também são regulamentadas e fiscalizadas pelo Banco Central. Por isso, seguem uma série de normas e diretrizes. Até a próxima!

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Formas de Pagamento

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