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Golpe no Pix: conheça 4 tipos mais comuns e saiba como se proteger

Publicado em 21 de maio de 2021 (atualizado em 21 de maio de 2021)
Mãos segurando um smartphone com mensagens de um fraudador tentando aplicar golpe no Pix.

Desde o lançamento do Pix, em novembro de 2020, o número de usuários adeptos a esse tipo de transferência bancária só cresce. Porém, nesse meio tempo foram observadas algumas tentativas de golpe no Pix. Por isso, é preciso estar atento para não se tornar mais uma vítima. É importante frisar que os golpes não acontecem por falha de segurança do Pix, mas por mecanismos de engenharia social. 

Nesse contexto, o Banco Central lançou recentemente uma campanha para conscientizar a população sobre as fraudes envolvendo o Pix. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também se juntou nessa mobilização e divulgou uma lista dos golpes mais comuns relacionados ao Pix.

Conheça os principais esquemas de engenharia social que estão sendo usados para fraudar usuários em todo o Brasil. Além disso, descubra como se proteger de golpes no Pix. E, caso você tenha sido uma vítima, saiba o que fazer. Continue a leitura!

Golpe no Pix: os 4 mais frequentes

O Pix vem simplificando as transferências bancárias de milhões de brasileiros. Ele permite transações financeiras gratuitas, seguras e instantâneas, 24 horas por dia e 7 dias por semana.

Em função dessa praticidade, o meio de pagamento virou a opção número 1 de muitos brasileiros. Além disso, já superou, em apenas três meses do lançamento, a quantidade de transações realizadas via DOC e TED.

No entanto, ainda não foram divulgados dados relativos a golpes envolvendo o Pix. O que se sabe é que os principais golpes aplicados levam em conta um tipo de habilidade conhecida como engenharia social

Em outras palavras, engenharia social é uma habilidade que explora táticas e técnicas que tentam convencer o cidadão a realizar determinada ação sem que ele perceba que está caindo em um golpe. Veja os 4 golpes mais frequentes segundo a Febraban.

Clonagem do WhatsApp

Provavelmente você já ouviu falar em alguém que caiu neste tipo de golpe. Funciona assim: o criminoso entra em contato com a vítima, usando argumentos com o intuito de convencê-la a informar o código de segurança do WhatsApp, enviado por SMS.

Esse código é utilizado para acessar a conta e, com isso, cloná-la. No momento da tentativa de convencimento, o criminoso pode dizer, por exemplo, que o procedimento faz parte de uma atualização de segurança do aplicativo ou de uma confirmação cadastral. 

Uma vez aplicado o golpe, os criminosos podem enviar mensagens aos contatos da vítima pedindo empréstimo de dinheiro via Pix por uma situação de uma emergência, por exemplo.

Golpe da falsa conta no WhatsApp

Nessa modalidade de golpe no Pix, os criminosos colhem dados da vítima, incluindo fotos (que podem ser retiradas de redes sociais públicas) e criam uma conta falsa em nome dela no WhatsApp

Em seguida, descobrem os números de telefone de amigos ou familiares da pessoa. Depois, enviam mensagens se passando pela vítima, dizendo ter mudado de número de celular. Na sequência, pedem dinheiro via Pix.

Golpe do falso funcionário do banco

Nessa fraude, o golpista entra em contato com a vítima se passando por um funcionário de uma instituição financeira.

O suposto funcionário entra em contato oferecendo “ajuda” para o cliente cadastrar uma chave Pix, fazer um teste no sistema ou regularizar seu cadastro, por exemplo. Na sequência, a pessoa é induzida a fazer uma transferência bancária.

Para convencer a vítima, o golpista pode utilizar até áudios de uma falsa central telefônica. Esse áudio reproduz gravações profissionais, iguais ou muito semelhantes àquelas utilizadas por grandes instituições financeiras.

Suposto bug no Pix

Por fim, o “suposto erro no Pix” pode ocorrer tanto por serviços de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, quanto por redes sociais. 

Basicamente, a pessoa recebe uma mensagem que diz que, em função de um bug no sistema do Pix, é possível “ganhar dinheiro ao fazer uma transferência usando determinadas chaves”. Uma ação rápida que, na verdade, pode levar a vítima a perder dinheiro. 

Caiu em um golpe no Pix: o que fazer?

As dicas que vamos compartilhar a seguir foram criadas com base em casos reais retirados do Sistema de Registro de Demandas do Cidadão (RDR/SISCAP) do Banco Central. 

Como o conceito do Pix é a transferência instantânea, ou seja, imediata, o valor não pode ser cancelado. Por isso, o primeiro passo ao identificar o golpe é procurar a polícia e registrar um Boletim de Ocorrência (BO) para a investigação do crime

Para isso, apresente todos os comprovantes — como dados do Pix usados na transferência e até prints das mensagens enviadas pelo golpista, se for o caso.

Também é possível recorrer aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon do seu estado ou município. Ou mesmo ao Poder Judiciário para buscar reparação pelo dano. 

Se ainda assim o problema não for resolvido, também é possível registrar uma reclamação junto ao Banco Central contra a instituição que recebeu os valores indevidamente. A instituição destinatária pode ser identificada no próprio comprovante da transferência.

5 dicas para se proteger de golpe no Pix

1 – Confira todos os dados com atenção

A Febraban ressalta que, ao utilizar o Pix, o cliente precisa seguir os mesmos cuidados sugeridos para qualquer outro tipo de transferência, como TED e DOC. Por isso, cheque todos os dados do recebedor antes de confirmar a operação.

2 – Cuidado na hora de cadastrar chaves

Além disso, é importante cadastrar chaves apenas nos canais oficiais da instituição financeira, como aplicativo ou agências. Desconfie sempre de contatos ou ofertas de ajuda que você sequer solicitou ou está precisando.

3 – Não clique em links duvidosos

Uma outra dica importante é não clicar em links recebidos por e-mails, pelo WhatsApp, redes sociais e por mensagens de SMS, mesmo que tenham sido enviados por pessoas conhecidas. 

Muitas vezes, esses links direcionam a vítima a um suposto cadastro da chave do Pix. Ali, informações importantes podem ser coletadas para efetivação de golpes.

4 – Desconfie de mensagens com caráter de urgência

Suspeite de mensagens que solicitem dinheiro com urgência, mesmo enviadas por pessoas conhecidas. “Não faça o Pix ou qualquer tipo de transferência até falar com a pessoa que está solicitando o dinheiro”, orienta a Febraban.

5 – Ative a verificação em duas etapas

Uma medida simples que pode evitar com que o WhatsApp seja clonado é habilitar a opção “Verificação em duas etapas”. Para isso, vá em Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas

Dessa forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada pelo app de tempos em tempos. Mas cuidado: não compartilhe essa senha com outras pessoas ou digite-a em links recebidos, mesmo de pessoas de confiança.

Para finalizar

Você deve ter notado que as tentativas de golpe envolvendo o Pix são frutos de engenharia social e não tem nada a ver com vulnerabilidades no sistema, certo? Então, aproveite para entender melhor os mecanismos de segurança do pagamento instantâneo neste outro artigo do blog

Por fim, se você quer fazer transferências Pix pela Gerencianet, o primeiro passo é abrir a sua conta diretamente no aplicativo, disponível para Android ou iOS. Cadastre sua chave Pix agora mesmo!

Categoria

Pix

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