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Como gerar boleto sendo MEI? Veja as especificidades!

Publicado em 03 de julho de 2019 (atualizado em 31 de outubro de 2019)
Como gerar boleto sendo MEI?

Apesar de hoje ser considerado um dos métodos mais seguros e práticos de receber pagamentos, nem todos os microempreendedores individuais sabem como gerar boleto sendo MEI ou quais as condições são necessárias para obter os melhores resultados nos negócios. 

Ao se tornar empreendedor e formalizar o seu processo de vendas, as chances de comercializar algum produto ou serviço aumentam 78%, como aponta uma pesquisa do Sebrae.

Apostar no boleto sendo MEI pode ajudar a diminuir os gastos com as operações de pagamento. Além disso, você consegue abranger a população que não tem conta bancária ou que não usa cartão de crédito. O importante é conseguir avaliar quais os formatos de boleto são válidos e serão mais rentáveis para a sua empresa.

Por isso, fizemos este texto para explicar as principais vantagens de usar o boleto no seu negócio. Também vamos esclarecer as dúvidas em relação a emissão de boletos para quem é MEI. Vamos mostrar como começar a usar esse método e qual o melhor intermediador de pagamento para o seu trabalho. 

Então acompanhe a leitura!

O que é o boleto bancário?

Boleto bancário é um título de cobrança que tem como objetivo viabilizar o pagamento de um débito preestabelecido. Nele há informações sobre quem receberá a compensação, quem liquidará a cobrança, qual o valor-base, juros, multa, data de vencimento e código de barras. 

Presente no Brasil desde a década de 1990, essa forma de pagamento passou por várias reformulações para garantir a segurança dos envolvidos. A partir de 2018, novas regras foram implementadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para tornar o processo mais confiável. Assim, uma dessas normas foi o registro de todos os dados nas instituições bancárias.

O Banco Central, por meio do seu Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos de 2015, estima que são liquidados 10 milhões de boletos diariamente. O estudo mais recente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou que quase 27% da população nacional usa o carnê ou boleto para efetuar alguma compra.

De acordo com um levantamento da própria Febraban, de 2017, foi registrado um prejuízo de mais de R$380 milhões devido a fraudes e golpes causados por boletos sem registro, conhecido como “boleto simples”. Esse modelo foi abolido em 2018 devido falta de controle das instituições bancárias e empresas, o que prejudicava a segurança do processo.

Tipos de cobranças

Existem dois tipos de cobranças: um deles para quando uma compra é feita para pagamento à vista e é gerado um boleto avulso. Portanto, já para vendas parceladas, utiliza-se o carnê. Ou seja, uma série de boletos sequenciais para pagamento recorrente.

Além da segurança, oferecer o boleto bancário como opção tem algumas vantagens. Entre elas está a eliminação do chargeback, muito comum nos pagamentos via cartão crédito. O chargeback é o estorno dos valores da compra para o comprador. Ele acontece pela falta de reconhecimento da compra pelo titular do cartão ou quando a transação não obedece à regulamentação. Há ainda corporações, órgãos públicos e grandes empresas que fazem negócio apenas se o pagamento por boleto for uma possibilidade.

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MEI pode gerar boleto?

A resposta para essa pergunta é sim. Um MEI não só pode gerar boletos, como essa é uma das melhores formas de concretizar um negócio. Isso também ajuda o seu contador a verificar e manter atualizado o código correto do seu empreendimento, consultando a tabela CNAE.

Entretanto, para oferecer essa forma de pagamento, é preciso ficar atento às regras estipuladas pela Febraban. As normas estabelecem que é preciso informar ao banco os dados completos do beneficiário e do pagador. As informações do boleto devem ser enviadas para que possam ser adicionados na Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) ou na Base Centralizada.

Dessa forma, o documento pode ser consultado por outras instituições bancárias para que elas aceitem o pagamento do título mesmo após a data de validade. Também é necessário que todas as informações sobre juros e multa estejam no boleto. Toda mudança, seja no valor, juros, multa, dados da empresa ou do cliente, deve ser informada ao banco.

Quais os tipos de boletos?

Quais os tipos de boletos disponíveis?

Existem dois tipos de boletos que podem ser emitidos tanto por pessoas físicas quanto por pessoas jurídicas. Dependendo da necessidade, todos os formatos podem ser disponibilizados. Confira quais são eles!

Avulso

Esse é o formato mais comum e é utilizado para realizar diferentes tipos de cobrança de forma independente. É o caso de um produto pago à vista ou um serviço que pode ser quitado com uma única parcela. Nessas situações, o boleto avulso é uma ótima forma de oferecer descontos para quem escolher essa opção.

Recorrente

Durante muitos anos, oferecer esse tipo de pagamento era exclusividade de empresas prestadoras de serviços como escola, internet e outras. Mas, esse tipo de cobrança ganhou espaço no mercado de produtos também. 

O boleto recorrente, também conhecido como assinatura, é uma boa opção para aqueles que oferecem algum tipo de serviço periódico que precisa ser pago em períodos pré-determinados.

Neste caso, os títulos são gerados e enviados todo o mês para o cliente. Dessa forma, as chances de inadimplência são menores e o controle de caixa do seu negócio é melhorando. Se for da escolha do consumidor, é possível programar o pagamento na função “débito automático” na conta bancária.

Vale lembrar que o parcelamento é diferente da recorrência. Entre as diferenças, a principal é que o pagamento parcelado é a divisão do valor final em várias parcelas fixas com ou sem juros, que tem como objetivo facilitar o pagamento. Já o recorrente é um valor cobrado todo mês para fazer a manutenção dos serviços ou produtos adquiridos. Um espécie de mensalidade. 

Carnê

O carnê é uma opção muito utilizada por grandes empreendimentos e também pode ser útil para os MEIs. Neste tipo de cobrança, todas as parcelas ou quotas são emitidas e entregues para o cliente de uma vez. Ou seja, se ficar definido o pagamento em 12 meses, cabe ao negócio emitir 12 parcelas. Assim, ele pode ser usado tanto para cobranças mensais quanto para únicas. Neste modelo, o cliente tem a opção, por exemplo, de adiantar o pagamento de parcelas. 

Como gerar boleto sendo MEI?

Para gerar um boleto sendo MEI, você precisa de uma conta em uma instituição bancária ou de um sistema intermediador de pagamento. Esse sistema é mais indicado para o microempreendedor individual. Isso porque ele oferece taxas de emissão menores, controle mais prático dos boletos e gestão mais simples.

Após definir como o documento será emitido, é preciso reunir os dados do avalista e do sacado. Esses dados são CPF ou CNPJ, nome completo/razão social e telefone, dentre outros. Essas informações são enviadas para o banco e anexadas na sua carteira de registro.

Em seguida, o valor-base final é determinado, ou seja, quanto vai custar para o cliente o serviço ou produto. Além disso, é definida também a data de vencimento da cobrança. 

Ao final, o título é encaminhado para o cliente efetuar o pagamento. Após confirmado, o dinheiro pode demorar  até 3 dias úteis para cair na conta do beneficiário.

Mas, atenção! Todo boleto possui uma taxa de confirmação por cobrança paga, que varia de banco para banco. Esse encargo deve ser pago exclusivamente pelo empresário e nunca repassado para o consumidor. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a empresa que realizar a cobrança por emissão ou envio do boleto pode ser multada em um valor que varia entre R$200 até R$3 milhões.

Veja no vídeo abaixo como emitir boletos bancários dentro da plataforma da Gerencianet!

Por que contar com um intermediador de pagamentos?

Com o avanço da tecnologia e a chegada da internet, a maneira de fazer compras e vender mudou. Se antes só existia a possibilidade de um negócio prosperar com o apoio do banco, atualmente essa ponte pode ser feita de forma mais barata, prática e capaz de oferecer um controle financeiro muito maior. Tudo isso pode ser realizado por meio de um intermediador de pagamentos.

Muito usado em lojas virtuais, esse sistema oferece segurança para o usuário que realizar uma compra. Além disso, o sistema possui certificados de segurança e selos de qualidade que garantem a preservação das informações.

O comprador também tem a garantia que pode ter o dinheiro devolvido em caso de problemas no momento da compra. Assim, o consumidor se sente mais protegido, o que pode aumentar as chances de fidelização

Apesar de algumas soluções direcionarem o consumidor para outra tela de pagamento, o que pode dar a sensação de insegurança para o cliente final, existem sistemas que contam com uma solução chamada de checkout transparente. Dessa forma, a URL da página permanece sem alterações e o comprador continua a navegação na mesma página do e-commerce.

As plataformas também podem oferecer um sistema que auxilia o empresário no controle financeiro da sua empresa. Identificando, assim, métricas como o ticket médio, volume de vendas, transações aprovadas ou não, entre outras recursos.

Portanto, é importante escolher a forma de pagamento que melhor se encaixar na sua empresa com as taxas mais justas e que poderão ser negociadas no futuro. Assim, você garante que prestará o melhor serviço possível!

Como escolher um intermediador de pagamentos?

Como gerar boleto sendo MEI? intermediador

Essa escolha é uma das partes mais importantes do processo de compra. É importante contar com um sistema funcional e adequado para o seu empreendimento e seus clientes. Ele também deve ser capaz de conseguir assimilar o volume de venda atual e futuro. Por esses motivos, é importante saber qual o melhor intermediador de pagamentos para a sua empresa.

Segundo o estudo Global Consumer Insights Survey 2018 sobre os hábitos de consumo do mundo, a procura por lojas virtuais apresentou crescimento no Brasil, seja via computador, Smartphone ou tablet. Destaque para as compras via celular que registraram um crescimento de 26% em comparação com 2013. 

Além disso, outro estudo da CNDL e SPC Brasil de 2017 afirma que apenas 20% dos brasileiros se sentem totalmente seguros para efetuar uma compra pela internet e avaliam a segurança com nota 7,9 em 10.

Por isso, é importante escolher um sistema a altura das necessidades do seu negócio. Fique atento à facilidade de utilização da plataforma, aos meios de pagamento oferecidos e à necessidade de fazer algum convênio, seja com bancos ou operadoras de cartão. 

Se optar pelo checkout transparente, lembre-se que ele deve ser eficiente e fácil de ser implementado. A solução ainda precisa garantir um controle de fraudes que assuma os riscos de todas as operações relacionadas a venda.

O sistema de pagamento também precisa informar em seu painel quais  compensações foram autorizadas, o formato de pagamento escolhido pelo consumidor e quais transferências já foram realizadas para conta da sua empresa. 

Portanto, é importante ainda ficar atento ao prazo médio de aprovação do recebimento e a qualidade do suporte.

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No fim, vale a pena emitir boleto sendo MEI?

Como vimos, gerar boleto sendo MEI vem se tornando um dos métodos mais fáceis, vantajosos e seguros para manter o fluxo de caixa e deixar o seu empreendimento bem visto no mercado. Com os diferentes meios que podem ser gerados por um intermediador de pagamento, o empresário tem mais flexibilidade para negociar com seus consumidores. Assim, é possível trabalhar para fidelizá-los, oferecendo descontos e condições especiais para quem paga com o boleto.

Após as novas normas da Febraban, o processo ficou mais seguro graças às informações que ficam salvas em um sistema comum dos bancos. Agora, todas as cobranças via boleto bancário precisam ser comunicadas, caso ocorra alguma alteração nos títulos. 

E assim, associar o processo de vendas com um sistema de pagamentos pode ser uma maneira fácil de ampliar o alcance do seu negócio. Portanto, é possível atender qualquer tipo de público, dando novas opções para eles com boletos avulsos ou recorrentes e carnês.

Então agora que você já aprendeu as vantagens de gerar boleto sendo MEI, saiba como calcular juros e multas do boleto!

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Formas de Pagamento

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