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Cartão Contactless é seguro? Mitos e verdades sobre o pagamento por aproximação

Publicado em 08 de julho de 2020 (atualizado em 09 de julho de 2020)
Na imagem: mulher usando blusa de tricô laranja, segurando o cartão contactless da Gerencianet em frente o rosto.

Em função da pandemia do novo coronavírus, a tecnologia de pagamentos por aproximação passou a ser uma opção priorizada em todo o mundo. Uma pesquisa da Visa mostrou que, só na América Latina, 17% dos consumidoresusaram o pagamento por aproximação em sua última compra, sempre que disponível. Nesse sentido, ter em mãos um cartão contactless, além de prático, se tornou relevante, uma vez que o método foi inclusive recomendado pela OMS para evitar o contágio da COVID-19.

Além da segurança sanitária, um cartão contactless possui outras vantagens que o fazem ser uma solução altamente prática. A tecnologia permite, por exemplo, a maior duração da vida útil do cartão, já que a não utilização do chip faz com que ele se desgaste menos. Tudo isso sem abrir mão da segurança de dados.

Porém, como qualquer novidade, essa tecnologia pode causar dúvidas e insegurança para aqueles que não estão familiarizados. Por isso, siga a leitura para saber mais sobre pagamento por aproximação e tudo que envolve mitos e verdades sobre o cartão contactless.

Como funciona o sistema de pagamento por aproximação?

Resumidamente, a tecnologia contactless é uma espécie de comunicação por campo de proximidade. Mas não é como o Bluetooth e o Wi-Fi que muitas pessoas já estão habituadas. Ele funciona assim: basta aproximar o cartão contactless a cerca de cinco centímetros do leitor de pagamento e aguardar o sinal de autorização. 

A operação pode ser feita em qualquer maquininha de cartão que tenha um pequeno desenho que simboliza a tecnologia: quatro ondas que sugerem transmissão sem fio. Se o equipamento tiver esse desenho, significa que ele é compatível com a tecnologia. 

Por meio do cartão contactless, o comprador de um produto, por exemplo, não precisa digitar a senha nas compras de até R$ 50. Isso agiliza transações rotineiras, como o embarque em transporte público (como o metrô da cidade do Rio de Janeiro) ou o cafezinho da padaria. Isso tudo sem que você precise passar o cartão para as mãos do vendedor.

Mitos e verdades sobre o cartão contactless

Entendido do que se trata a tecnologia, vamos exemplificar alguns questionamentos comuns em consumidores não estão informados corretamente sobre o assunto.

“Dá para ativar a função de pagamento por aproximação em qualquer cartão”

Mito. O pagamento por aproximação não pode ser ativado em um cartão que não seja preparado para essa tecnologia. Para identificar facilmente, como dissemos, veja se ele possui o símbolo das quatro ondas, que remetem transmissão sem fio. Se não o identificar, entre em contato com o banco emissor para verificar se possui a opção de emissão do cartão com essa tecnologia. 

“Além das informações do meu cartão, fraudadores podem roubar minha identidade”

Mito. Existe uma diferença entre roubo de identidade, que é quando uma pessoa finge ser outra para cometer crimes, e fraude de cartão. A fraude ocorre quando as informações do cartão do consumidor são usadas para a realização de transações não autorizadas.

Nesse sentido, cartões e dispositivos sem contato não transmitem informações que identificam o titular do cartão, como seu nome, CPF ou endereço. Por isso, há um risco baixíssimo de roubo de identidade.

“Se o cartão contactless for roubado, você perde todo o seu saldo”

Mito. Mesmo que um ladrão tente fazer pagamentos com seu cartão contactless, ele só irá conseguir realizar compras de até 50 reais e considerando o máximo de 5 compras ao dia. Para valores acima desse teto, é necessário inserir uma senha ou PIN.

Por isso, em caso de perda ou roubo, a orientação é efetuar o bloqueio imediato do cartão pelos canais de atendimento ou aplicativo do emissor do cartão.

“Se meu cartão contactless estiver no bolso, ele pode ser lido acidentalmente”

Mito. A possibilidade de alguém aproximar uma maquininha ao seu cartão contactless sem você perceber é baixa. Como a comunicação entre ambos precisa ser muito próxima, a máquina praticamente teria que ser encostada no bolso da calça ou bermuda.

Assim, uma compra só é efetuada se o pagamento for autorizado na posição e distância correta (que varia entre 2,5 e 5 centímetros). 
De toda forma, em situações de bastante aglomeração, como eventos de música, por exemplo, é importante se atentar sobre onde guardar o cartão contactless, para evitar qualquer problema nesse sentido.

“É preciso pagar algo a mais para usar o cartão com tecnologia contactless”

Mito. Em geral, não existe um custo específico para ter a tecnologia contactless. No entanto, eventualmente, alguma emissora pode cobrar taxas a depender do valor ou frequência de uso. Essa tarifa deve ser informada pela instituição emissora do seu cartão durante o processo de solicitação, para evitar qualquer surpresa desagradável na hora de conferir o saldo em conta.

“Não é possível realizar duas cobranças similares ao mesmo tempo”  

Verdade em partes. Geralmente, a bandeira não autoriza. 
Eventualmente, o consumidor pode ter a impressão de que a conexão de internet pode fazer com que uma cobrança seja processada mais de uma vez. No entanto, mesmo se passar mais do que uma vez no checkout, geralmente, a tecnologia garante que você seja cobrado apenas uma única vez. 

Caso o valor seja cobrado em duplicidade, você deve entrar em contato com o emissor do cartão. 

“Ao usar o meu cartão contactless, ele pode ser clonado?”

Mito. Durante uma transação sem contato, o cartão ou o dispositivo transmite ao terminal de pagamento um número dinâmico exclusivo. Logo, ele identifica cada transação específica de forma segura.
Por isso, é correto dizer que seria praticamente impossível um fraudador conseguir copiar a criptografia empregada para gerar esse número dinâmico e criar um clone do cartão.

Além disso, o risco de clonagem do cartão é baixo, pois as transações via contactless não transmitem informações completas sobre o usuário. Exemplo: código CVV – código de verificação com três ou quatro dígitos que geralmente está localizado no verso do cartão, e que possibilita compras digitais.

Embora existam aplicativos para celular que permitem a leitura de alguns dados de um cartão ou dispositivo sem contato, esses aplicativos só conseguem ler o número do cartão e a data de validade do cartão. Além disso, o fraudador precisaria estar próximo fisicamente do cartão para que o aplicativo consiga obter essas informações.

“Um fraudador não consegue fazer compras online ou pelo telefone com meu cartão contactless”

Verdade. Da mesma forma que acontece com o chip, a tecnologia contactless só é utilizada em compras presenciais. Para autenticar uma venda e autorizá-la por telefone ou online, geralmente são necessárias diversas informações – incluindo o código de segurança CVV no verso do cartão, o nome do titular do cartão e o endereço de cobrança.

Portanto, a tecnologia contactless não é usada em transações realizadas pela internet ou pelo telefone. 

“Se os dados do cartão forem roubados, o emissor do cartão irá me responsabilizar”

Depende. Em alguns casos, comprovada a fraude, as emissoras e bandeiras de cartão podem ressarcir os clientes que tiveram os dados roubados, desde que a contestação seja válida e realizada em até 120 dias após a autorização da compra. 

Quer saber mais detalhes para garantir a segurança do seu cartão? Veja esse nosso artigo Cartão pré-pago: boas práticas de segurança que você deve adotar. Até a próxima!

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Gestão Financeira

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